A centenária Planaltina, guarda reconhecido acervo cultural e artístico dos territórios que compõem o Distrito Federal. Mãe, avó e até mesmo bisavó dos bairros que rodeiam o quadradinho cerratense, a cidade que se constituiu antes da capital federal ser planejada ou sequer sonhada, é prato cheio de tradições populares, riquezas naturais, belezas históricas e memórias.

Casarios antigos, casarões de adobe, edificações urbanas de arquitetura colonial, com mais de um século de existência, dão ares de interiorana à cidade que abriga entro outros pontos turísticos o Museu e Centro Histórico de Planaltina, a Igrejinha de São Sebastião (primeira construção da região), teatros, restaurantes e bares nas ruas estreitas do povoamento mais antigo do DF, que completa 161 anos em 2020.

Mas, não se engane, Planaltina está viva, pulsa arte, cultura, cinema e possui comércio rico e diversificado. Rodeada de importantes rios e belezas naturais como Águas Emendadas, corredores ecológicos, cachoeiras, lagoas cristalinas e preservadas. As heranças, valorização e resistências de toda a região são reconhecidas e evidenciadas por poetas, atores, artistas, parteiras tradicionais, moradores pioneiros, jovens, e comunidades assentadas pela agricultura familiar que aqui residem, ou não.

 O povoado que um dia abrigou participantes de expedições que procuravam onde seria construída a nova capital do país, mantém vívidas manifestações populares e religiosas como a Festa do Divino Espírito Santo, rituais no Templo Vale do Amanhecer e Via Sacra no Morro da Capelinha, revela saberes populares, informações e características da formação da população do povo brasileiro e principalmente do DF.